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Bois de Parintins são declarados Patrimônio Cultural Brasileiro, em reunião do IPHAM

Bois de Parintins são declarados Patrimônio Cultural Brasileiro, em reunião do IPHAM Notícia do dia 08/11/2018

A 91ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou, na tarde desta quinta-feira (8), o parecer que declara como patrimônio cultural brasileiro o Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins. A reunião, que acontece em Belém (PA), é organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipham). O evento contou com a participação de itens oficiais dos bois Garantido e Caprichoso.

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De acordo com o documento, “são colocados como proposta três eixos de ação para a gestão mnemônica do patrimônio musical dos bois: 1-formação e publicização de arquivos referentes às toadas; 2-incentivo a criação e manutenção iniciativas que perpetuem os saberes musicais vinculados ao boi, como as “escolinhas”; e 3-envolvimento de instâncias de pesquisa acadêmica. Sugere-se apenas que estas medidas poderiam se estender para outros saberes, como as danças, a feitura do boi, etc, fortalecendo ainda mais a manifestação cultural como um todo.”

No parecer do conselheiro Luiz Feliphe de Carvalho Castro Andrès, ele afirma que: “E concluímos finalmente que, a acervos como o Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins, por se constituírem importante foco de resistência da cultura legitimamente nacional, não só tem relevância para o estado do Amazonas e para o país, mas se revestem de um valor universal como lição de liberdade e humanidade”, concluiu o parecer.

O presidente do Boi-Bumbá Garantido, Fábio Cardoso, enalteceu o tombamento dos bois de Parintins e disse que isso eleva ainda mais a imagem do Festival. “O Garantido sempre levou o nome de Parintins para o mundo e esse título para Parintins merece ser comemorado. Tenho certeza que a partir de agora, o nosso festival irá crescer ainda mais”, enfatizou Fábio.

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, antropologia, arquitetura e urbanismo, sociologia, história e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Ministério da Educação, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Ministério do Meio Ambiente, Ministérios das Cidades, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

 

Texto: Cayo Dias

Foto 1: Douglas Dinelly (Belém)

Foto 2: Divulgação